First Impressions of Earth

Tuesday, April 11, 2006

Heyla!!

Semana sem aula, yaaaaaaaay! Mas tá passando super rápido, hehe! Mas o melhor de tudo é poder jantar em casa, na hora certa (quando tô com fome), sem pressa e sem interrupções, hahahah!

Ontem eu me inscrevi de novo no MySpace (www.myspace.com). É bem legal, mas o visual não é bonitinho como o do Orkut, tem propagandas. Mas não incomoda tanto, já que não são em pop-up. O legal é que tem várias bandas inscritas lá e você pode adcioná-las. Já tenho Weezer e Cansei de ser sexy lá, rs. E dá pra adcionar músicas no seu perfil. Adcionei Strokes, Interpol e Magic Numbers.

Ontem vi um clipe do Magic Numbers! O clipe não é muito original, meio paradinho...mas essa banda é muito fofa.

Quero muito ir ao cinema, ver algum filminho bem legal e encher o saco de pipoca que eu tenho, huuuuuuuuuum! Pipoca de cinema é mais gostosa. :P

Sinto que preciso assistir Amélie Poulain de novo para recarregar minhas energias, minhas esperanças!

Saturday, April 01, 2006

Hey la!

Ninguém lê essa coisa, mas tudo bem...kkkk!

Segundo Lúcio Ribeiro, o Radiohead pode vir para o Tim Festival deste ano! Será, será??? É bem possível, já que eles vêm pra fazer shows em outros países da América Latina como poderiam deixar o Brasil de fora? Podia vir o Interpol também, seria perfeito, não? Strokes eu queria ver de novo, mas um show só deles e em um lugar fechado.

Sábado que vem vou ter prova de kanji lá na Aliança, aaaaaah. Como é difícil aprender tantos kanjis!!! Acho legal, é muito interessante, mas alguns kanjis têm tantas leituras que fica complicado memorizar. E na facul eu acho que esse ano tá mais legal no japonês, mas como cada professor dá um assunto específico está bem puxado. As aulas que mais gosto são as do Wataru sensei, são mais legais!

Nhá...que pena que a Cintia não está mais na facul, buáá! Terça-feira tive aula na FAU, lá estava um deserto, nada de gatinhos como a Dani e eu esperavávamos, hahaha!! Mas belê...
Fica meio longe da letras e pra chegar na sala tem que subir um monte de rampas, é um prédio... diferente. Olhando pro teto, havia um monte de estalactites, rs!

Êêêê, não vou ter aula na semana da Páscoa!

Bye!!

Sunday, March 26, 2006


Ontem estava eu e a minha sistá Nina lá na Liberdade esperando a Dri, aí veio uma menina pedindo pra respondermos uma pesquisa sobre...geléia!! Perguntou qual a quantidade que a gente consome, sabor preferido, etc. Pesquisa sobre algo um tanto inusitado, não? Foi engraçado, hahaha!

Depois fomos pro shopping Paulista e quando saímos de lá caiu um toró. O pior é que não tinha nenhum lugar perto p/ que a gente pudesse ficar esperando parar a chuva, só quando a gente se molhou quase toda!! Nossas calças e pés ficaram ensopados, mas mesmo assim fomos ao cinema depois. Só compramos umas meias baratinhas pra trocar pelas que estavam enxarcadas, kkkk.

Assistimos "A Máquina", filme de João Falcão, com Gustavo Falcão e Mariana Ximenes, Wagner Moura e Lázaro Ramos. O Wagner Moura como apresentador de programa sensacionalista de tv tá ótimo (Rebola pra subir, haha). Muito legal o filme, um tanto romântico. Há uma mistura interessante de ficção científica com o prosaico do cotidiano sertanejo.

Xô postar logo que parece que a conexão vai cair!

Friday, March 17, 2006

Finalmente é sexta-feira!! E o verão já tá acabando, até que enfim. Não agüento mais esse calor infernal. Não adianta muito se refrescar com alguma coisa, que de qualquer jeito acabamos suando. =P Quero friozinho, é tão bom.

Outro dia eu tava na biblioteca da facul e ao invés de ler o texto que precisava fiquei copiando umas citações de um livro, rs.

“Quem não considera os defeitos do amado como virtude não ama.”
Goethe (1749-1832) Literatura e vida.

“Que pode senão uma criatura senão,
Entre criaturas, amar?
Amar e esquecer,
amar e mal amar,
amar, desamar, amar?
Sempre, e até de olhos vidrados, amar?”
Carlos Drummond de Andrade (1902), Claro Enigma.

“Homem feliz é aquele que, ao despertar, se reencontra com prazer, e se reconhece como aquele que ele gosta de ser”
Paul Valèry (1871-1945)

“Fazer amigos não é tudo. É mister conserva-los”.
François D’Amboise

“O amigo certo se reconhece numa situação incerta”.
Cícero (106 – 43 a.C), da Amizade

“Ama-me. É tempo ainda. Interroga-me”.
E eu te direi que o nosso tempo é agora.
Esplêndida aridez, vasta ventura,
porque é mais vasto o sonho que se elabora
há tanto tempo sua própria tessitura”.
Hilda Hilst, Júbilo, memória, noviciado da paixão (1974)

“E se alguém me amasse?
Se alguém, de repente, chegasse
E vendo-me, reconhecesse
a chuva, a terra e o sol que buscasse?

Entre o temor e o sobressalto,
talvez fugisse,
talvez risse, talvez cantasse
na incerteza e no medo
de entregar-me”.
(Maria José de Queiroz, Exercício de Fiandeira)

Wednesday, March 08, 2006

Brincadeira - Anton Tchekov

Um claro dia de inverno... O frio é forte e seco de estalar, e Nádenka, que eu levo pelo braço, fica com os cachos das fontes e o buço no lábio superior orvalhados de prata cintilante. Estamos no cume de um morro alto. Diante dos nossos pés, até a planície, lá embaixo, estende-se um declive escorregadio e brilhante na qual o sol se mira como um espelho. Ao nosso lado está um trenó pequenino, forrado de pano vermelho-vivo. - Deslizemos até embaixo, Nadêjda Petrovna! - imploro eu. - Só uma vez! Garanto-lhe, ficaremos sãos e salvos! Mas Nádenka tem medo. Toda essa extensão, desde as suas pequeninas galochas até o fim da montanha de gelo, se lhe afigura como um terrível abismo de profundidade imensurável. Ela fica tonta e perde o fôlego. Só de olhar lá para baixo, quando eu apenas lhe proponho sentar-se no trenó - que terá então se ela arriscar despenhar-se no precipício? Ela morrerá, enlouquecerá! - Eu lhe suplico! - digo eu. - Não tenha medo! Compreenda, isso é fraqueza, é covardia! Nádenka cede, finalmente, e eu vejo pelo seu rosto que ela cede com perigo da própria vida. Acomodo-a, pálida e trêmula, no trenó, sento-me, enlaço-a com o braço e junto com ela precipito-me no abismo. O trenó voa como uma bala. O ar cortado chicoteia o rosto, silva nos ouvidos, bate, belisca raivoso, até doer, quer arrancar a cabeça dos ombros. A pressão do vento tolhe a respiração. É como se o próprio diabo nos tivesse agarrado com as suas patas, e, urrando, nos arrastasse para o inferno. Os objetos que nos cercam fundem-se num só longo risco, que corre vertiginoso. Parece, um instante mais, e estaremos perdidos! - Eu te amo, Nádia! - digo eu a meia voz. O trenó começa a deslizar mais devagar, mais devagar, os uivos do vento e os zumbidos das lâminas do trenó já não são tão terríveis, a respiração já não é tão ofegante, e, finalmente, chegamos ao fim. Nádenka está mais morta do que viva. Está pálida, mal consegue respirar... Eu a ajudo a levantar-se. - Nunca mais farei isto - diz ela, encarando-me com os olhos dilatados, cheios de terror. Por coisa alguma do mundo! Por pouco não morri! Logo depois, ela volta a si e já me fita com um olhar interrogador: terei sido eu quem disse aquelas quatro palavras, ou foi apenas uma alucinação dentro do zunido da ventania? Mas eu estou calado diante dela, fumando e examinando com atenção a minha luva. Ela toma o meu braço e passeamos longos minutos diante do morro. O problema, visivelmente, não a deixa em paz. Foram pronunciadas aquelas palavras, ou não? Sim ou não? Sim ou não? É uma questão de amor-próprio, de honra, de vida, de felicidade, uma questão muito importante, a mais importante do mundo. Nádenka perscruta o meu rosto com olhares impacientes, tristes, penetrantes, responde atabalhoadamente, espera que eu fale. Oh, que jogo de emoções neste rosto encantador, que jogo! Vejo que ela luta consigo mesma, que precisa dizer alguma coisa, perguntar, mas não encontra palavras, está encabulada, amedrontada, embargada pela alegria... - Sabe duma coisa? - diz ela, sem olhar para mim. - O quê? - pergunto eu. - Vamos mais uma vez... deslizar pelo morro. Subimos para o cume, pela escada. De novo faço Nádenka, pálida e trêmula, sentar no trenó, de novo nos despencamos no precipício medonho, de novo uiva o vento e zunem as lâminas, e de novo, quando o vôo do trenó está no auge do ímpeto e da zoeira, eu digo a meia voz: - Eu te amo, Nádenka! Quando o trenó se detém, Nádenka lança um olhar para o morro que acabamos de descer voando, depois perscruta longamente o meu rosto, escuta, atenta, a minha voz indiferente e calma, e toda ela, toda, até mesmo o regalo de peles e o capuz, toda a sua figurinha, exprime extrema perplexidade. E no seu rosto está escrito: "Mas o que é que está acontecendo? Quem pronunciou aquelas palavras? Foi ele, ou foi engano dos meus ouvidos?" Esta incerteza a perturba, a impacienta. A pobre menina não responde às minhas perguntas, franze a testa, está prestes a romper em choro. - Não preferes ir para casa? - pergunto eu. - Mas eu... eu gosto destas... descidas - diz ela, enrubescendo. Não quer deslizar mais uma vez? Ela "gosta" destas descidas, e no entanto, sentando-se no trenó, ela, como das outras vezes, fica pálida, ofegante de medo, trêmula. Descemos pela terceira vez, e eu vejo como ela fita o meu rosto, como observa os meus lábios. Mas eu aperto o lenço contra a boca, tusso, e quando chegamos ao meio do declive, deixo escapar: - Eu te amo, Nádia! E a charada continua charada! Nádenka se cala, está pensando... Acompanho-a para casa, ela procura andar mais devagar, atrasa o passo, espera sempre que eu lhe diga aquelas palavras. E eu vejo como sofre sua alma, como ela tem que se esforçar para não dizer: "Não pode ser que tenha sido o vento! E eu não quero que tenha sido o vento quem falou aquilo!" No dia seguinte de manhã, recebo um bilhetinho: "Se o senhor vai ao morro hoje, venha me buscar. N." E desde essa manhã, comecei a ir com Nádenka ao morro, todos os dias e, voando encosta abaixo, no trenó, eu pronuncio, cada vez, a meia voz, as mesmas palavras: - Eu te amo, Nádia! Logo Nádenka acostuma-se a esta frase, como ao vinho e à morfina. Não pode viver sem ela. É verdade eu voar montanha abaixo lhe dá medo, como antes, mas já agora o medo e o perigo adicionam um encanto especial às palavras sobre o amor, as palavras que, como dantes, constituem uma charada e oprimem a alma. São sempre os mesmos dois suspeitos: eu e o vento... Qual dos dois lhe declara o seu amor, ela não sabe, mas, ao que parece, isto já não lhe importa mais; não importa o vaso em que se bebe, importa ficar embriagada! Um dia, fui até o morro sozinho; misturei-me à multidão e vejo como Nádenka chega até o sopé, como me procura com os olhos... E depois, timidamente, ela sobe os degraus... Ela tem medo de ir sozinha, oh, quanto medo! Está pálida como a neve, treme e vai, como se fosse para o cadafalso, mas vai, vai sem olhar para trás, com decisão. Pelo visto, ela resolveu, finalmente, tirar a prova: será que se farão ouvir aquelas palavras estranhas, quando eu não estiver junto? E vejo como ela, lívida, com a boca entreaberta de horror, toma assento no trenó, fecha os olhos, e, despedindo-se para sempre do mundo, o põe em movimento... "zzzzzz..." zunem as lâminas. Ouvira Nádenka aquelas palavras? Não sei... Vejo apenas como ela se levanta do trenó, exausta, fraca. E vê-se pelo seu rosto que nem ela mesma sabe se ouviu alguma coisa ou não. O pavor, enquanto ela voava morro abaixo, roubou-lhe a capacidade de ouvir, de distinguir os sons, de entender... Mas eis que chega o mês de março, primaveril... O sol torna-se mais carinhoso. O nosso morro de gelo escurece, perde o seu brilho e se derrete, afinal. Acabaram os passeios de trenó. A pobre Nádenka já não tem mais onde ouvir aquelas palavras, e nem há quem as pronuncie, pois o vento não se ouve mais, e eu me preparo para voltar a Petersburgo - por muito tempo, quiçá para sempre. Uma vez, pouco antes de partir, uns dois dias, estava eu sentado, ao crepúsculo, no jardinzinho, separado do pátio onde mora Nádenka por uma cerca alta de madeira. Ainda faz bastante frio, debaixo do lixo, ainda há neve, as árvores ainda estão mortas, mas já cheira à primavera, e, preparando-se para a noitada, as gralhas fazem grande algazarra. Aproximo-me da cerca e espio pela fresta. E vejo como Nádenka sai para os degraus e fixa o olhar tristonho e saudoso no firmamento... O vento da tarde sopra-lhe no rosto pálido e desanimado... Ele lembra-lhe aquele outro vento, que uivava lá no morro, quando ela ouvia aquelas quatro palavras, e seu rosto fica triste, triste, e pela face desliza uma lágrima... E a pobre menina estende os braços, como se implorando ao vento que lhe traga aquelas palavras mais uma vez. E eu, esperando o vento favorável, sopro a meia voz: - Eu te amo, Nádia! Deus meu, o que se passa com Nádenka! Ela solta um grito, sorri com o rosto inteiro e estende os braços ao encontro do vento, risonha, feliz, tão bonita. E eu vou arrumar as malas... Isto foi há muito tempo. Agora, Nádenka já é casada; casaram-na, ou foi ela mesma que quis - isto não importa - com um secretário da Curadoria, e hoje ela já tem três filhos. Mas os nossos passeios no morro e a voz do vento trazendo-lhe as palavras "eu te amo, Nádenka", não foram esquecidos. Para ela, isto é hoje a mais feliz, a mais comovedora e a mais bela recordação da sua vida... Mas eu, hoje, que estou mais velho, já não compreendo mais, para que dizia aquelas palavras, porque brincava...

Friday, February 24, 2006

Que vontade de voltar no dia do Tim Festival, rever Arcade Fire e Strokes. Arcade Fire é muito bom, se nunca tiver ouvido ouça. Tem na Rádio Uol, que não é aquela maravilha, vive travando, mas dá pra ouvir. Vou colocar aqui a letra de uma das minhas músicas preferidas do Arcade.

Neighborhood #1 (Tunnels)

And if the snow buries my...My neighborhood
And if my parents are crying
Then I'll dig a tunnel from my window to yours
Yeah, a tunnel from my window to yours
You climb out the chinmeyAnd meet me in the middle
The middle of the town
And since there's no one else around,
We let our hair grow long and forget all we used to know
Then our skin gets thicker from living out in the cold
You change all the lead sleeping in my head
As the day grows dim, I hear you sing a golden hymn...
Then, we tried to name our babies
But we forgot all the names that,
The names we used to know
But sometimes,
We remember our bedrooms and our parent's bedrooms and the bedrooms of our friends
Then we think of our parents...
Well, whatever happened to them?!
You change all the lead sleeping in my head to gold
As the day grows dim, I hear you sing a golden hymn
It's the song I've been trying to sing...
Purify the colors, purify my mind
Purify the colors, purify my mind
And spread the ashes of the colors over this heart of mine!

para tradução da música clique no link abaixo:
http://the-arcade-fire.letras.terra.com.br/letras/346162


To com raiva hoje, muita raiva!!!! Hara ga tatsu!!
Mas que droga...por que tivemos que ir morar bem do lado de uma mulher chata e mal amada??? Que reclama de tudo, qualquer coisa eh motivo pra ir reclamar com a gente, nao aguento mais! Nao vai ser ela quem vai sair de la nao, nos eh que vamos nos mudar pra um lugar bem melhor e longe dela!!!! Vou dar gracas a Deus se um dia a gente puder se mudar de la. Ninguem a nao ser ela vem reclamar com a gente, que porra! To revoltada com essa mulher, cansei ja.

Thursday, February 23, 2006


Avenida Paulista.
Roubei essa foto do fotolog Sao Paulo:
http://ubbibr/fotolog.com/sp_brasil